Outro ponto que chama a atenção é a ausência, mais uma vez, de medidas que ataquem efetivamente o corte de despesas públicas; são medidas focadas apenas na arrecadação de impostos
Ontem o ministro Fernando Haddad anunciou um pacote com 25 medidas econômicas para aprovação pelo Congresso Nacional. Entre as medidas, está a isenção de IR para pessoas que ganham até R$5 mil reais, com a contra partida de aumento de tributos para os mais ricos a fim de compensar a perda de arrecadação.
O pacote de Haddad não parece crível, a começar pela quantidade de medidas propostas. Como diz o ditado, “quem tudo quer, nada tem”. Além disso, aprovar 25 medidas não é tarefa simples, principalmente pela frágil base do governo no Congresso Nacional, queda da popularidade do presidente e o empoderamento do Parlamento, que cobra um preço cada vez maior para passar um projeto.
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Outro ponto que chama a atenção é a ausência, mais uma vez, de medidas que ataquem efetivamente o corte de despesas públicas. Novamente, são medidas focadas apenas na arrecadação de impostos. As 25 medidas causaram a mesma frustração gerada pelo arcabouço fiscal e pelo pacote fiscal. Inclusive já é possível até identificar um padrão. O governo faz o marketing, o mercado se empolga, e logo em seguida, se decepciona. Esse movimento deverá persistir até 2026.
*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.